Onde Está Elizabeth? - Emma Healey

terça-feira, 2 de agosto de 2016
Ano: 2016
Páginas: 308

Editora: Record

Sinopse: Vencedor do Costa Book Awards e do Premio Salerno Libro dEuropa, o romance de estreia de Emma Healey é uma delicada narrativa sobre memória misturada a um thriller. Maud tem 80 anos e está ficando cada vez mais esquecida. Sua própria filha e sua casa lhe parecem irreconhecíveis, e ela escreve bilhetes para si mesma na tentativa de lembrar do cotidiano. Um dia, um dos bilhetes informa que sua amiga Elizabeth está desaparecida. Embora todos lhe assegurem que ela está bem, Maud embarca numa missão para encontrá-la. A iniciativa, no entanto, acaba se confundindo com a história de Sukey, sua irmã mais velha, desaparecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Essa é a resenha mais atrasada da vida. Mil e um motivos para isso e logo vou explicar eles pra vocês. Eu não pretendo fazer essa do mesmo jeito que fiz as outras. Não vou explicar muita coisa da estória, até mesmo porque seria uma coisa muito difícil de se fazer. Eu sei que está um pouco confuso, mas depois que eu explicar tudo, você vai entender!

Esse é o último livro que eu tenho da parceria. Já deveria ter feito essa resenha há um tempo atrás, mas não conseguia terminar de ler. Quando pedi, tinha na mente que era um suspense e que deveria ser legal. Pois é, alguns livros eu não leio a sinopse mesmo, gosto de me surpreender. E, normalmente, eu peço algum romance e um suspense, para dar aquela quebrada e porque eu adoro, né?! Mas esse livro foi uma grande surpresa pra mim.

Em primeiro lugar, a estória é contada por uma senhora de 80 anos, a Maud. E pra piorar, ela tem Alzheimer, ou seja, você tem que se concentrar bastante no livro, já que ela se esquece de tudo o tempo inteiro e se você não presta atenção, acaba se perdendo na estória. A premissa do livro é que Maud tem certeza absoluta de que sua melhor amiga, Elizabeth, está desaparecida, mas ela não consegue se lembrar o motivo e muito menos se ela realmente está desaparecida.


Então ao longo dos capítulos, vemos a senhora lutar contra seu próprio cérebro, tentando entender se sua amiga está ou não desaparecida. Sem falar que várias vezes ela tenta procura-la em casa, mas quando chega lá, se esquece o que estava fazendo e coisas do tipo. Tanto que ela anda com vários lembretes nos bolsos do casaco, e sempre tem algum escrito “Elizabeth sumiu” ou “Elizabeth desapareceu”. É sofrido acompanhar a luta dela para se lembrar das coisas. Na verdade, ela não sofre muito com isso, já que não se lembra das coisas que fez ou que disse. As pessoas ao seu redor que acabam perdendo a paciência.

No meio de várias divagações que ela faz, descobrimos que há 70 anos, sua irmã, Sukey, sumiu. E os capítulos vão se intercalando, entre o passado e o presente. Em algumas partes ela até confunde as duas épocas e faz coisas como se tivesse 12 anos novamente. A parte do desaparecimento da irmã é sensacional. Vou ser bem sincera e dizer que foi o que me fez terminar a leitura. Todas as partes do presente e do desaparecimento de Elizabeth, ficam em segundo plano e eu penei para ler, mas as partes do passado... Putz, são muito boas.


Eu não gostei muito do livro. Quando terminei a leitura só conseguia pensar que se ele fosse inteirinho sobre o passado e o desaparecimento de Sukey, ele seria um milhão de vezes melhor. As partes de Maud, no presente, me deixaram confusas e me irritaram. Eu sei que deve ser assim conviver com uma pessoa que sofre da doença, mas eu não tive paciência, não. Só queria terminar a leitura logo, sabe?! Ainda bem que as partes do passado foram ficando mais frequentes e a trama de Sukey tomou conta do livro. Senão, não tenho certeza se teria chegado até a última página.

Esse livro fica naquele patamar em que eu não amei e não odiei. Simplesmente não tive simpatia nenhuma por ele e deixo por conta e risco de quem quiser tentar a leitura. Dei três estrelas, porque eu gostei da história de Sukey, se não fosse por isso, teria dado menos. Não vou falar “leiam”, mas também não vou dizer para fugirem dele, como já fiz com outros que não gostei. Vai de pessoa e eu espero, do fundo do coração, que a experiência de vocês, seja bem melhor que a minha!

Não esqueçam de deixar seus comentários, hein?! ;) Beijinhos!




Mari Zavisch
23 anos. Estudante de jornalismo, amante de livros e fotografia. Harlan Coben é meu amorzinho literário e me apaixono por qualquer personagem de livros ♥
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3 comentários:

  1. Oi, Mari!
    Que livro confuso! Para evitar fadiga, vou passar.
    Vi que você está lendo The Mistake. Logan é muito amorzinho <3
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Fiquei curiosa para ler esse livro. Sua resenha está linda!
    Beijos ❤
    Jardim de Palavras

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  3. Achei a história meio conturbada (li alguns trechos da resenha duas vezes para conseguir entender, uffa), não é um livro que eu leria, mas como sou curiosa poderia dá uma oportunidade!! Gostei muito da sua resenha.
    Beijos,
    www.dosedeilusao.com

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